Justiça decreta prisão temporária de três suspeitos de participar da morte de bolivianos encontrados em malas em Itaquaquecetuba

Dois suspeitos estavam na delegacia que investiga o caso e já foram presos. O terceiro suspeito está foragido.

Interpol procura suspeitos de matar família de bolivianos
Jornal Nacional
Interpol procura suspeitos de matar família de bolivianos

Interpol procura suspeitos de matar família de bolivianos

A justiça decretou na noite desta quarta-feira (9) a prisão preventiva de três homens suspeitos de participar da morte de três bolivianos que foram encontrados mutilados e enrolados em sacos plásticos em uma casa de Itaquaquecetuba, na noite desta terça-feira (8).

O pedido de prisão foi feito pelo delegado Eliardo Jordão, do DP do Cayubi. Segundo o delegado, um dos suspeitos é Gustavo Vargas Arias, parente das vítimas. Ele alugou a casa onde os corpos foram encontrados e está foragido. “Há fortes indícios da participação dele no crime”, afirma Jordão.

Os outros dois são Miguel Alvaro Bautista Silva e Roberto Kally Javier, amigos de Gustavo. Eles intermediaram no aluguel da casa e entraram em contradição enquanto prestavam depoimento na tarde desta quarta-feira. Eles estavam na delegacia quando a justiça decretou a prisão e já foram presos.

“Eles foram trazidos à delegacia na condição de testemunha, mas entraram em contradições. Mediante essas contradições, fizemos o pedido deles dois, também”, disse o delegado.

Ainda segundo o delegado, há duas motivações para o crime, todas relacionadas à questão financeira, já que o o suspeito foragido retirou os pertences e máquinas de costura da casa do casal, em São Paulo, e levou para o imóvel de Itaquaquecetuba.

“Chegam informações desencontradas. Uma delas é de que seria por dinheiro. Outra que o principal suspeito estaria de olho nos negócios da família. Mas ainda não é possível afirmar qual foi a motivação e não podemos descartar nenhuma delas”, pontua o delegado.

Os corpos encontrados enrolados em sete camaradas de plásticodentro de malas, caixa e pacotes são do casal Jesus Reynaldo Condori Sanizo, de 39 anos, e Irma Morante Sanizo, de 38 anos, e de Gian Abner Morante Condori, de 8 anos, filho deles. Eles estavam na casa dos fundos de um imóvel na rua Serra Formosa, no Conjunto Habitacional Dona Escolástica.

A família estava desaparecida desde 23 de dezembro. A Polícia Federal no Brasil já estava investigando o desaparecimento depois de ter sido comunicada por parentes que moram na Bolívia. O cônsul da Bolívia está no DP de Itaquaquecetuba acompanhando as investigações.

Corpos de família de bolivianos foram encontrados mutilados em malas em casa em Itaquaquecetuba  — Foto: Reprodução/ TV Diário

Corpos de família de bolivianos foram encontrados mutilados em malas em casa em Itaquaquecetuba — Foto: Reprodução/ TV Diário

Investigação

A Polícia Civil junto à investigação do caso um boletim de ocorrência registrado na Delegacia Estadual de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo, sobre o desaparecimento da família.

Segundo documento, uma mulher procurou a unidade e e afirmou que o garoto de oito anos passou o dia na casa dela e quando ela foi levá-lo de volta aos pais, se deparou com a casa deles vazia. Ela então deixou o menino com o tio, que é o suspeito foragido.

A mulher contou ainda que naquele dia desconfiou que o suspeito estava respondendo às mensagens do celular da mãe do garoto. Nesse mesmo dia, o suspeito teria saído com a criança para deixá-lo na casa dos pais e o menino também desapareceu.

Fonte: G1

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